Quando uma empresa contrata um gestor não se limita a avaliar o seu “curriculum vitae”. Pode até ser muito pertinente que o candidato detenha a licenciatura em gestão de empresas e pós graduação em Análise de Mercados, mas é também importante que o mesmo candidato tome banho todos os dias, que evite arrastar-se bêbado a noite pelas ruas da cidade/vila e que não desfile em manifestações neonazis, xenófobas ou racistas, sobretudo se a empresa tenciona investir em África. No fundo, podem ser questões pessoais, mas o relevante é que ele tenha credibilidade para gerir a sua equipa e lidar com os seus clientes.
Quando uma escola contrata uma professora, até pode ser muito relevante avaliar as suas licenciaturas (Licenciatura para Ensino Básico no 1º Ciclo no INSTITUTO PIAGET, no caso de Bruna Real) e pós graduações, mas é seguramente importante saber se cheira três linhas de cocaína de cada vez que vai a uma discoteca, se não defende a castração dos homossexuais, pelo menos se tiver alunos homossexuais. E já agora se toma banho todos os dias, ou pelo menos dia sim, dia não. No fundo, podem ser questões pessoais, mas o relevante é que ela tenha credibilidade para controlar uma turma.
Como qualquer pessoa pode facilmente perceber se sair por dois minutos da corrente politicamente correcta de todo o debate em torno desta questão, qualquer professora que decida posar nua para uma revista erótica nacional deve avaliar as consequências que isso terá juntos dos seus alunos e junto da sua escola. É evidente que se trata da sua vida privada – tal como o consumo de droga, que não é crime, as bebedeiras em público ou a defesa do neo-nazismo, a defesa da castração dos homossexuais ou até da legalização da pedofilia. Mas não é evidente que ninguém tenha nada a ver com isso.
Se a professora de Música, desculpem professora do 1º Ciclo do Ensino Básico mas colocada nas AEC a ensinar Expressão Musical, não conseguiu perceber que posar nua para uma revista erótica pode influenciar a sua credibilidade junto dos seus alunos de 9 anos ou prejudicar o resultado do seu trabalho dentro da sala de aula, é bom que alguém perceba isso por ela. É que a sua liberdade de se despir em público ou para o público quando lhe apetece não anula a liberdade de a escola contratar professores que não se tornem o alvo da chacota da turma.
In Revista Sábado
Este Blogue tem como pretensão essencial a partilha de reflexões e recursos pedagógicos no âmbito da ética, da moral, da religião e das ciências da educação, mormente conteúdos atinentes à EMRC, à Educação Especial e às Bibliotecas Escolares, visando, neste âmbito, a promoção de múltiplas literacias, a saber: digital, informação, média e leitura. Em súmula, ambiciona tornar-se um espaço de partilha na área das ciências da educação, da cultura e da informação.
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