sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ética e Política: relações e ralações

Há indicadores sociopolíticos evidentes que desvendam o gravoso desfasamento entre a juventude e o comprometimento político e institucional, que se repercute numa desinteressada abstenção nas votações, numa visão deteriorada sobre os políticos, bem como em níveis cada vez mais diminutos de intervenção cívica.

Parece-me um ponto assente que este hiato relacional entre os mais jovens e os veículos de poder se deve à irresponsabilidade e má exemplaridade de determinados agentes de poder, porquanto propagam de modo gritante a desligação entre ética e política, através de péssimos exemplos de má conduta na gestão dos bens públicos, visando somente o poder com ganância e populismo desenfreado.

Entre falsas promessas e verdadeiros incumprimentos, vigora uma descredibilização da política que empobrece a qualidade democrática, com especial enfoque crítico na classe política. Esperemos que a nova geração de políticos seja capaz de ser voz activa na renovação premente do mundo político, da gestão dos públicos ("res pública"), contribuindo para a credibilização da política local e nacional.

Um repto final em jeito de princípio do contraditório face ao populismo propagandista: prometam apenas o que podem cumprir. Eis um repto de qualidade democrática e de regeneração política.

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