A cultura de velocidade em que vivemos parece não querer deter-se com acuidade e pertinência sobre a educação da sexualidade e da afectividade, preferindo entender a educação sexual nas escolas quase como que uma educação para o sexo, para o exercício sexual, cegamente centrada no aspecto físico e fisiológico, sem atender à dimensão emocional, psicológica e afectiva do humano.Centremos o nosso olhar reflexivo sobre o seguinte exemplo: a Secretaria de Educação e Juventude da província da Extremadura, em Espanha, apresentou um programa de "educação sexual" com o título: “O prazer está nas tuas mãos”. Esta iniciativa visa ensinar os jovens entre os 14 e os 17 anos. Julgo que ao Estado compete promover e ajudar os pais na educação integral dos filhos, mas nunca interferir ou impor visões do mundo e da vivência da sexualidade/intimidade, enquanto reduto inviolável.
A educação da sexualidade pretende na sua essência conduzir o ser humano a uma melhor relação cada vez mais feliz consigo e com os outros e deste modo ser mais e melhor humano, humanizando-se e humanizando no encontro sexual.
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